Linha de montagem: entenda o que é este processo

PUBLICADO POR:

Letícia GuimarãesLetícia Guimarães

ATUALIZADO EM:

22 de Agosto de 2023

A linha de montagem divide a fabricação em etapas, que devem ser concluídas em uma sequência pré-definida. Desse modo, trata-se de um método muito conhecido e utilizado na produção de produtos em larga escala.

Um de seus benefícios é reduzir custos com mão de obra, uma vez que os trabalhadores não precisam de alta qualificação para executar suas tarefas. Portanto, em vez de contratar um especialista, a empresa precisaria de um trabalhador com habilidade de realizar uma etapa em vez de visualizar o processo como um todo.

Neste artigo, vamos explicar o que é a linha de montagem, as suas principais configurações e como você pode otimizar o sequenciamento da produção com tecnologia. Vamos lá?

O que é a linha de montagem?

linha-de-montagem

A criação da linha de montagem transformou a forma de produção de mercadorias. A sua criação se deve a Henry Ford que, em 1908, utilizou a técnica para fabricar os carros Modelo T. 

Sendo assim, a técnica faz parte das inovações da Segunda Revolução Industrial, impulsionando a produção no período. O resultado disso, anos depois, foi permitir a consolidação do American Way of Life, uma tendência ao consumismo que dependia da velocidade da produção em massa.

Antes disso, os trabalhos costumavam montar a maior parte do produto em um espaço, participando de todas as tarefas do projeto. Com a linha de montagem, isso muda drasticamente, pois os trabalhadores passam a realizar apenas uma tarefa específica enquanto o produto continua seguindo a ordem de produção.

Com isso, as fábricas puderam aumentar a eficiência, maximizando a produtividade do trabalhador em relação ao custo de mão de obra. Por consequência, o valor de venda também se reduz, tornando o produto acessível para várias classes sociais. 

No fordismo, a máxima era produzir em grande quantidade para ter um elevado volume de estoque, para atender pedidos com baixa espera. Porém, décadas depois, essa ideia foi superada pelo toyotismo e o método just in time. Afinal, é necessário fazer altos investimentos para armazenar o estoque, tornando preferível produzir a quantidade necessária no momento ideal.

Portanto, a linha de montagem é um método de produção que divide o processo produtivo em etapas que seguem uma sequência pré-definida. Ainda hoje, trata-se de uma metodologia utilizada para proporcionar eficiência e velocidade na produção.

Quando utilizar uma linha de montagem?

O método da linha de montagem passou por algumas transformações tendo em vista as novas tecnologias. Dessa forma, hoje vemos máquinas automatizadas integrando a linha de produção. 

Por isso, a linha de montagem serve para alguns segmentos industriais. Ela funciona para determinar as atividades que precisam acontecer na produção de um produto, favorecendo a organização dos processos em diversas empresas.

Em alguns casos, ela é muito relevante, como na produção em massa. A depender do que a indústria pretende produzir, as tarefas de uma linha de montagem podem ser manuais, robóticas ou automatizadas ao serem ordenadas para produção.

O conceito também pode ser útil em produções mais artesanais, no sentido de dividir o trabalho em etapas e permitir a organização para o controle de qualidade. Logo, auxilia na identificação de gargalos que podem atrasar a entrega de mercadorias.

Quais são os benefícios da linha de montagem?

A linha de montagem proporciona organização e controle do tempo de cada etapa da produção, tornando-a mais rápida e eficiente. Desse modo, pode otimizar a padronização do processo, aumentando a qualidade do produto final, já que os produtos serão mais similares entre si.

Com os avanços em tecnologia, usamos máquinas que auxiliam os montadores no processo e reduzem a possibilidade de falhas. Portanto, gera confiabilidade quanto ao volume de produção e cumprimento do prazo estabelecido nas negociações.

Como a linha de montagem funciona? 

Vários elementos fazem parte de uma linha de montagem, como robôs, máquinas e pessoas que se posicionam ao longo de uma sequência de esteiras rolantes que visam transformar a matéria-prima no produto final. 

De acordo com o Sebrae, estes são os principais problemas que afetam a linha de montagem:

  • Processos desorganizados;
  • Falta de treinamento das equipes;
  • Máquinas e equipamentos sem manutenção;
  • Layout inadequado.

Por isso, o conceito de layout é muito importante, pois vai interferir diretamente no resultado do produto. Os tipos de layout mais conhecidos são: linear, funcional, celular e posicional. Vamos explicar cada um deles a seguir!

Layout linear

No layout linear, os ativos são posicionados lado a lado, gerando a disposição sequencial de máquinas e equipamentos. Como resultado, a produção acontece em sequência única e de forma contínua. Esse tipo de montagem é recomendado para indústrias que produzem mercadorias em larga escala.

Layout funcional

A distribuição busca beneficiar os setores de acordo com as suas funções. Para isso, as máquinas e equipamentos são separados por categorias. Pode ser uma modalidade adequada para indústrias que realizam a produção em lote, ou seja, um grande volume de mercadorias passa pelo mesmo tratamento ao mesmo tempo.

Layout celular

O layout celular combina o linear e o funcional. Dessa forma, a indústria tem a lógica da produção em massa, mas divide os recursos por setores. Como vantagem, a empresa produz mais sem perder desempenho.

Layout posicional

Ao contrário dos outros métodos, o layout posicional consiste em manter o produto praticamente estático. Em vez de passar por uma esteira, ele recebe as peças e o tratamento pela equipe, como no caso da fabricação de aviões e navios.

Como otimizar a linha de montagem?

Com a tecnologia, é possível otimizar o sequenciamento da produção por meio do sistema APS (Advanced Planning and Schedulling). Em português, significa Planejamento Avançado de Produção, sendo uma solução que sugere a melhor sequência para máquinas e equipamentos.

O APS é capaz de avaliar todas as condições do chão de fábrica, reunir as restrições cadastradas e oferecer uma visualização gráfica dos possíveis cenários de produção.

Sendo assim, ele coleta os dados do plano mestre de produção, recursos, roteiros de produção e estoques para gerar o sequenciamento da fábrica por meio da escolha do melhor cenário possível.

Isso é feito com a ajuda de algoritmos especializados em otimização, que analisam todas as informações envolvidas na produção para determinar qual seria a escolha mais inteligente a ser aplicada. 

Com um ERP, você pode combinar diferentes módulos para otimizar a sua linha de montagem em segundos, garantindo mais eficiência ao negócio.

Para continuar aprendendo sobre como a tecnologia pode melhorar a gestão da produção, continue lendo o blog Korp:

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Letícia Guimarães é professora, publicitária e mestre em Comunicação (UFPR).

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