Brain: Korp apresenta o primeiro ERP autônomo do Brasil

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Giovanna CipulloGiovanna Cipullo

ATUALIZADO EM:

06 de Maio de 2026

Novo formato de ERP usa linguagem natural, voz e texto para transformar a interação com o sistema em uma experiência de orquestração empresarial, permitindo que usuários criem colaboradores virtuais como quem conversa com uma assistente de voz

A Korp ERP, empresa curitibana do grupo Viasoft especializada em soluções de gestão para indústria e distribuição, apresentou oficialmente o Brain, novo projeto que marca um avanço relevante para o mercado nacional de tecnologia: a chegada do primeiro ERP autônomo do Brasil.

Mais do que uma evolução incremental dos sistemas de gestão, o Brain propõe uma mudança no próprio conceito de ERP. 

Ele não nasce como uma ferramenta adicional dentro do sistema, nem como um assistente acoplado ao software. O Brain é o próprio ERP em um novo formato: um ambiente de gestão capaz de compreender linguagem natural, interagir por voz ou texto, executar tarefas, apoiar decisões e evoluir de forma contínua a partir das orientações dos usuários.

A proposta posiciona a Korp em uma nova fase da transformação digital empresarial. Se o ERP tradicional foi criado para registrar dados, centralizar processos e gerar informações para análise, o ERP autônomo passa a atuar de maneira ativa na operação. Ele entende o contexto do negócio, conversa com os usuários de forma natural e transforma instruções em ações automatizadas dentro da rotina da empresa.

Segundo o CEO e diretor de tecnologia da Korp, Alexandre Henzen, oBrain não é apenas um módulo do ERP, ele pensa, decide e evolui junto com a empresa, atuando em todos os setores e rotinas que for configurado para trabalhar de maneira automatizada.

Do ERP tradicional ao ERP autônomo

Durante décadas, os ERPs tiveram como principal função organizar a gestão empresarial. Eles concentraram dados de áreas como financeiro, compras, estoque, vendas, produção, fiscal, qualidade e logística, permitindo que empresas padronizassem processos e tomassem decisões com base em informações mais confiáveis.

Com a chegada da inteligência artificial, surgiram recursos capazes de responder perguntas, gerar resumos, interpretar dados e apoiar tarefas pontuais. Mas o Brain vai além desse modelo.

A proposta da Korp é inaugurar uma nova lógica de uso do ERP. Em vez de depender apenas de menus, telas, campos e relatórios, o usuário passa a orientar o ERP por voz ou texto, descrevendo tarefas, regras e exceções em linguagem natural. A partir dessas instruções, o sistema pode apoiar rotinas e criar colaboradores virtuais para diferentes áreas da operação. 

Neste cenário, qualquer usuário do ERP, independentemente da hierarquia, passa a ser um orquestrador de IA e pode montar seu próprio time por meio de linguagem não técnica. 

Ou seja, não é necessário programar, desenhar fluxos complexos ou dominar estruturas avançadas de automação. O usuário descreve o trabalho, cria uma persona, define responsabilidades, estabelece limites e atribui tarefas automatizadas.

orquestrador atuando no ERP autônomo

Na prática, o Brain transforma conhecimento operacional em execução inteligente, transformando o usuário, antes visto apenas como executor, em um orquestrador. 

Além disso, o orquestrador “treina” seu colaborador virtual para não só automatizar tarefas, mas também para pensar como ele pensa e decidir como ele decidiria, adicionando uma camada a mais de inteligência à operação.

Um novo formato de gestão empresarial

O conceito central do Brain é permitir que empresas reduzam tarefas manuais e repetitivas, ao mesmo tempo em que aumentam a capacidade de análise, decisão e resposta da operação. 

Em um ERP convencional, muitas rotinas ainda dependem de usuários consultando telas, conferindo informações, exportando dados, alimentando planilhas, verificando e-mails, acompanhando prazos e executando ações manualmente. No Brain, parte dessas atividades são conduzidas pelos colaboradores virtuais criados dentro do próprio ambiente de gestão e integram-se a plataformas externas, como e-mails, planilhas, WhatsApp e Telegram.

Um gestor financeiro, por exemplo, pode criar uma colaboradora virtual para acompanhar contas a pagar, verificar títulos pendentes, consultar critérios de prioridade e solicitar aprovação antes de executar determinada ação. Com o tempo, esse mesmo usuário pode refinar as instruções, ampliar a autonomia e determinar exceções imediatas.

Esse mesmo conceito pode ser aplicado a compras, logística, vendas, estoque, qualidade, projetos e outras áreas. O ERP passa a aprender com a forma como cada empresa trabalha e com as orientações que recebe de seus usuários, ampliando sua atuação conforme as regras, permissões e objetivos definidos pela organização.

Na prática, a autonomia do Brain se adapta à realidade de cada empresa. Em alguns casos, ele pode apenas sugerir ações; em outros, executar tarefas mediante aprovação; e, em rotinas previamente autorizadas, agir automaticamente dentro dos limites de alçada definidos pela organização. 

Colaboradores virtuais criados em linguagem natural

Um dos diferenciais do Brain está na forma como esses colaboradores virtuais são criados.

O usuário não precisa abrir uma ferramenta técnica, configurar regras complexas ou montar uma sequência rígida de comandos. Ele conversa com o ERP. A partir dessa conversa, define quem é aquele colaborador virtual, qual será sua função, quais tarefas deve executar, quando deve agir, quais cuidados precisa tomar, quais limites deve respeitar e em quais situações deve solicitar validação humana.

Essa abordagem aproxima o ERP da linguagem real das empresas. Em vez de exigir que o negócio se adapte à lógica do sistema, o Brain permite que o sistema compreenda a lógica do negócio.

O usuário pode criar uma persona com nome, função e responsabilidades. Pode orientar esse colaborador virtual como orientaria uma pessoa da equipe: explicando procedimentos, prioridades, exceções, critérios de decisão e objetivos esperados.

Quanto mais clara for a orientação, melhor e mais barata será a execução. E, como o Brain foi concebido para evoluir continuamente, essas instruções não precisam ficar estáticas. Elas podem ser ajustadas, corrigidas e aprimoradas conforme a operação avança.

Segurança como premissa do ERP autônomo

Por atuar diretamente sobre processos empresariais junto à Inteligência Artificial, o Brain também foi pensado com atenção especial à segurança, à governança e ao controle.

Para Alexandre Henzen, um dos principais desafios de um ERP autônomo é garantir que a inteligência artificial atue dentro de fronteiras bem definidas. Isso significa estabelecer quais informações podem ser acessadas, quais ações podem ser executadas, quais limites devem ser respeitados e quando a validação humana será necessária.

A autonomia, nesse contexto, não significa ausência de controle. O usuário continua sendo responsável por orientar, validar e aprimorar a atuação do Brain. A diferença é que o ERP passa a assumir parte da execução operacional, sempre dentro das regras definidas pela empresa.

Esse ponto é essencial para áreas sensíveis como financeiro, compras, estoque, produção, fiscal e contábil, nas quais qualquer automação precisa respeitar políticas internas, permissões, rastreabilidade e critérios de aprovação.

Uma nova era da gestão empresarial 

O Brain foi apresentado em um evento exclusivo para clientes e parceiros da Korp ERP na última terça-feira (28),como uma prévia do novo patamar de autonomia que a empresa pretende entregar ao mercado.

Com o Brain, a Korp ERP busca posicionar o Brasil na linha de frente da inovação em software de gestão, inaugurando uma nova fase para o mercado: a era da autonomia empresarial.

O Brain nasce com a proposta de transformar o ERP em uma estrutura viva, inteligente e operacionalmente ativa. Um ERP que entende linguagem natural, interage por voz, permite que usuários se tornem orquestradores de IA com um time de colaboradores virtuais e sejam capazes de automatizar rotinas, apoiar decisões e evoluir junto com o negócio.

O resultado disso são empresas com menos processos operacionais manuais, mais inteligência, rapidez e energia nas demandas estratégicas que realmente importam.

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Formada em Jornalismo e pós-graduada em Assessoria de Imprensa, Gestão de Comunicação e Marketing, atua como Head de Marketing na Viasoft Korp.

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