O que é produção?

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14 de julho de 2022

Afinal, você sabe o que é produção? Entender os conceitos gerais de produção é essencial para o bom funcionamento do seu negócio. Obter uma visão integral dos processos internos é o primeiro passo para otimização do chão de fábrica de qualquer indústria.

Essas definições têm influência direta no seu trabalho e na percepção de valor pelo cliente, sendo ferramentas importantes para que você obtenha um desempenho satisfatório no mercado. Além disso, quando subutilizado, esse conhecimento pode ser a engrenagem definidora de um negócio de sucesso ou não. 

Neste artigo, abordaremos o que é produção e os principais tipos de sistema. Vamos lá?

O que é sistema de produção?

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A produção é a atividade ou processo que origina produtos ou serviços. O termo vem do latim productio e significa “fazer aparecer”. Desse modo, a ideia se relaciona à ação de produzir, originar e fabricar.

Sendo assim, ela envolve etapas que satisfazem as demandas por bens e serviços. Ou seja, inclui fatores como os recursos naturais e o esforço humano para a criação de capital e consumo. As atividades ligadas à produção estão na indústria, no comércio, na agricultura, entre outras.

Para te ajudar a entender melhor algumas características da produção, preparamos um guia rápido com os fundamentos principais sobre o assunto. Aqui, iremos abordar quatro elementos: fluxo, sentido, layout e modelo.

Porém, antes de aprofundarmos cada aspecto, é importante entendermos o conceito de sistema de produção. O termo integra diversos elementos (profissionais, maquinários, departamentos da empresa, entre outros) que atuam com um objetivo comum: a criação de produtos e ou prestação de serviços especializados.

Dessa forma, os conceitos gerais de produção abrangem todos os processos necessários para a transformação da matéria-prima em uma nova mercadoria. Somada à capacidade e intervenção humana no processo, temos então a oferta de um produto ou serviço ao mercado.

Após essa pequena introdução, que tal aprofundarmos esses conceitos na prática?

Fluxo de produção 

Podemos entender o fluxo de produção como a forma que as atividades da indústria são organizadas,  visando oferecer o máximo de eficiência nos processos de montagem e transformação da matéria-prima. Sendo assim, o fluxo é pensado para estabelecer uma gestão otimizada, reduzindo as chances de que os processos sejam realizados de forma dispersa, evitando atrasos e danos financeiros.

Podemos dividir o fluxo de produção em três grupos principais: discreto, por processo e misto (com características de ambos). No primeiro, temos ações intermitentes. Ou seja, ocorrem interrupções durante a montagem ou fabricação do produto. No fluxo discreto, os produtos são visíveis e contáveis.

Pense em uma fábrica que constrói motores de automóveis. Toda cadeia de produção é considerada complexa, principalmente, no que diz respeito à coordenação do maquinário para que as etapas estejam sincronizadas. É comum que o fluxo de produção discreto seja utilizado para a confecção de lotes de produtos, por exemplo. Assim, todo o manejo e gestão dos itens podem ser encomendados com o máximo de eficiência durante o processo.

Por outro lado, o fluxo de produção por processo tem como principal característica a continuidade das ações sem que haja interrupção. Nesta modalidade, os produtos são visíveis apenas no fim e, em sua grande maioria, passam por poucas etapas e contam com o auxílio de maquinário automatizado.

Tome como exemplo a industrialização do líquido que vai no amaciante de roupas. Depois de iniciada, a produção não pode ser interrompida, pois corre o risco de perder a matéria-prima ou reduzir a qualidade do item final. Esse modelo é considerado o mais comum na indústria. Além do exemplo citado, podemos pensar o fluxo de produção por processo como o ideal para gerar o máximo de produtos no menor tempo possível, favorecendo a economia de recursos e uma produção essencialmente padronizada.

 

Sentido de produção

Neste item, temos dois grupos principais: a produção empurrada e a puxada, ambas metodologias utilizadas em larga escala nas indústrias. Cada modelo apresenta vantagens e desvantagens, sendo essencial estudar de que forma podem ser aplicadas para melhor atender as demandas de cada empresa.

Na empurrada, mais tradicional, o foco está na produção para estoque e, posteriormente, na comercialização dos produtos. Neste contexto, o histórico de vendas ou previsão de mercado determina a quantidade a ser produzida. Assim, a empresa busca alimentar ao máximo as suas reservas para atender às demandas sem maiores complicações ou pressa.

Nesses casos, é essencial o cálculo de produção conforme a previsão de vendas gerada pelo Material Requirement Planning ou Planejamento das Necessidades Materiais (MRP). Feito isso, cria-se o estoque. Como mencionado anteriormente, este modelo visa o abastecimento dos estoques, atendendo, desta forma, às necessidades de mercado da empresa.

Já na produção puxada, encontramos uma herança direta do toyotismo. Aqui, a produção é focada no fluxo de materiais com um estoque mínimo ou até mesmo sem um depósito de reserva. Desta forma, a demanda dos clientes é o principal fator que irá determinar a quantidade a ser produzida. A operação, mais enxuta, requer assertividade por parte da empresa, e tem como base a metodologia Just in Time, que visa eliminar desperdícios.

Nesse segundo formato, muitas empresas utilizam quadros de sinalização e programas que otimizam o controle dos fluxos de produção, a exemplo do Kanban. A partir do momento que o comprador pede a mercadoria, o Kanban sinaliza às áreas responsáveis, resultando no início do processo produtivo.

 

Layout de produção

O layout de produção corresponde à representação física do chão de fábrica. Isto é, de que forma os colaboradores e produtos estão posicionados para cumprir com as suas funções. O layout escolhido depende de muitos fatores como os itens que serão trabalhados, quantidade, segurança dos colaboradores, entre outros.

De maneira geral, podemos dividir o layout em quatro formatos: 

  • Em linha, em que a produção ocorre de maneira sequencial, com o maquinário lado a lado para gerar itens em grandes escalas; 
  • Por centro de recursos, em que as máquinas e os colaboradores são divididas em áreas diferentes a partir de setores de produção; 
  • Em células, que são setores ou operações mistas, combinando os dois modelos anteriores; 
  • Posicional, em que o item se encontra em um local específico e a equipe se desloca até ele para realizar os procedimentos necessários.

Uma boa dica para evitar desperdícios na produção industrial é eliminar a movimentação desnecessária no chão de fábrica. Em outras palavras, um bom layout na empresa pode gerar ganhos consideráveis com relação à eficiência de produção. Assim, reduz-se o número de deslocamentos entre estoques e o setor de produção.

Além de tornar a produção mais assertiva, um layout de produção adequado favorece também o trânsito dos veículos no armazém, reduzindo o número de acidentes e potenciais riscos à saúde dos colaboradores.

Modelos de produção

Nesta parte, abordaremos quatro modelos de produção e suas principais características: produção para o estoque (MTS); montagem sob pedido (ATO); produção sob pedido (MTO); e projeto sob pedido (ETO).

Com características únicas, cada metodologia atende melhor a determinadas condições e necessidades. Para encontrar o melhor formato para a sua empresa, é necessário analisar principalmente o tipo de mercado que você atende ou pretende atuar. Ou seja, de que forma o cliente demanda os produtos e serviços, e de que forma a sua indústria poderá atendê-lo a fim de satisfazer suas expectativas enquanto consumidor.

Nos modelos MTS, os produtos são feitos com padronização total, sem possibilidades de personalização. Aplicada principalmente em produções em massa, a quantidade de itens fabricados costuma ser previsível, já que o principal foco aqui é alimentar o estoque da empresa. 

Por outro lado, o modelo ATO já permite algumas variações de componentes nos produtos, mas gera uma quantidade menor de itens. Neste modelo, as unidades podem ser divididas por categorias de combinações.

Como o próprio nome indica, o modelo MTO foca na produção por pedido. Com isto, o volume de itens gerados é considerado mais baixo do que os anteriores. Por outro lado, permite uma variação ainda maior de componentes e peças. 

Por último, temos o ETO, que trabalha a partir de uma demanda de projeto. Neste contexto, o planejamento da empresa se direciona à matéria-prima necessária para realização da tarefa. Um ótimo exemplo é a construção de um prédio, que requer um tratamento único e um planejamento próprio para ser construído. 

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